Transcânions

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Acampamento nas bordas dos cânions

Esse traçado é simplificado. O detalhado deve ser baixado do link apresentado no prólogo.

Ver instrucciones para seguir el track en tu teléfono al caminar


Cuadro Resumen (editar)
Actividad Trekking
Ubicación Brasil, Porto Alegre
Belleza Impresionante
Atractivos Vistas panorámicas, Bosque, Fauna atractiva, Río, Formación Geológica, Parque Nacional, Parque Privado
Duración 11 - 14 días
Exigencia 88.2 dopihoras
Sendero Gran parte sin sendero
Señalización Insuficiente
Infraestructura Inexistente
Topología Cruce
Desniveles +7400, -7300
Distancia (k) 312
Altitud media 1200
Habilidades Orientación con GPS o Mapas
Primer autor Maurício D. Melati
Descargar KMZ/GPX Debes registrarte para descargar. Formulario es BREVISIMO
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Esse manual está sendo editado e escrito neste momento, revisões de gramática e formatação ainda precisam ser feitas. Se quiser ajudar, avise. O mapa do trajeto apresentado acima é limitado pelo número de pontos da plataforma do Wikiexplora e não está atualizado, o GPX/KMZ detalhado deve ser baixado via download em: "drive.google.com/open?id=1-_5QRSP5-2f9stCJ6Gf6OhIc2Fdo-x6Z". A versão disponibilizada atualmente é a primeira do percurso e já pode ser usada por completo. Nas próximas etapas esse GPX/KMZ será atualizado e aprimorado com maiores detalhes conforme as colaborações chegarem e novas expedições surgirem. Esse é um projeto de longo prazo que está apenas com a primeira versão do seu traçado.

A edição e atualização do banco de dados da trilha (GPX/KML) está centralizada no primeiro autor desse manual. As modificações mais relevantes do manual (ex: "a bola é azul" para a "a bola é vermelha") devem ser discutidas via grupo de whatsapp para que ocorram. Modificações/inclusões descritivas de temas diversos como autorizações, geologia, atrativos... podem ser feitas diretamente no wikiexplora.

Esse manual não deve ser editado para ser usado em promoção pessoal ou de empresas com interesses comerciais na Transcânions.

Descrição Geral

A Transcânions é uma trilha de longa distância localizada no sul do Brasil e engloba os estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, o início do percurso se dá nas proximidades do município de Cambará do Sul, e seu fim se dá no município de Alfredo Wagner, na extremidade norte dos cânions. Entretanto, não existe direção preferencial, você pode optar por fazer o percurso no sentido inverso se preferir. Em todo seu percurso a trilha se mantém dentro do ecossistema dos campos de cima da serra, algumas partes são mais preservadas com presença constante de Araucárias (árvore simbólica da região), e algumas partes são mais impactadas com vestígios de atividades antrópicas, normalmente campos para Gado e monocultura de eucalipto. A trilha cruza inúmeros riachos que são nascentes de importantes rios do sul do Brasil como o Rio Taquati-Antas e o Rio Pelotas, dessa forma, não existem rios de grande porte para cruzar no percurso.

Acampamento ao lado de um foco florestal com a árvore Araucária
Um dos inúmeros riachos cruzados no percurso

A altimetria ao longo da travessia não apresenta variações abruptas, se mantendo entre as altitudes de 950 e 1800m. Os pontos mais altos estão localizados na porção norte na trilha (Campo dos Padres), já os pontos mais baixos estão na porção sul onde inicia a trilha (Índios Coroados) e na região da cidade de Urubici (onde é possível se abastecer com mantimentos). A imagem abaixo mostra o perfil de altitudes do percurso.

Perfil de altimetria da Transcânions

A trilha está distante de grandes centros urbanos, a cidade mais próxima é Urubici/SC na porção norte da travessia (distante 11km do trajeto). Os pontos habitados ao longo do percurso são normalmente áreas turísticas com miradouros ou hotéis fazenda, esses são pontos importantes para o reabastecimento ao longo da trilha (como o mirante da Serra do Rio do Rastro, por exemplo) e serão detalhados mais para frente neste guia.

Esse banco de dados para a travessia é inspirado na Greater Patagonian Trail, que é uma iniciativa não governamental de informações para uma trilha de longa distância localizada na parte sul dos Andes. O Brasil está dando os passos iniciais para estabelecer um sistema de trilhas de longo curso, o projeto é inicial e de longo prazo, umas das trilhas desse sistema é a chamada de Rota das Araucárias, essa trilha contempla parte do caminho da Transcânions, entretanto, a Rota das Araucárias ainda não apresenta caminho definido e existem poucos locais com marcação de trilha.

Essa iniciativa (Caminho das Araucárias) tem apoio governamental e depende de autorizações para ser implementada em área privadas, essas dificuldades podem acabar reduzindo o percurso de trilhas nas bordas dos cânions, aumentando a passagem por estradas rurais. A Transcânions irá respeitar o caminho demarcado por essa trilha sempre que os caminhos se cruzarem para evitar maiores impactos ao ecossistema, o caminho será atualizado com frequência sempre que novas informações forem adquiridas (como as partes já demarcadas pelo projeto).

A Transcânions irá dar preferência para caminhos próximos à borda dos cânions, evitando longos percursos em estradas rurais. O percurso total atual da travessia é de 310km, na qual a maior parte do caminho ocorre em trilhas pouco marcadas e em campos de altitude. O caminho oficial sempre será único, sem apresentar alternativas, com o tempo, o caminho pode ser atualizado com mais opções.

Bom, se essa introdução te deixou interessado em explorar as bordas dos cânions do sul do Brasil, não pare de ler aqui e ainda não prepare a sua mochila. Existem informações importantes que você deve saber e que serão apresentadas ao longo desse manual. Nas seções seguintes tentaremos abordar todas as informações importantes a serem consideradas nessa travessia. Você também pode assistir o conteúdo de vídeo publicado no YouTube para complementar as informações, entretanto, as informações mais atualizadas sempre estarão apresentadas nesse guia.

Informações Gerais

Essa trilha é uma informal travessia que cruza toda a borda dos cânions do sul do Brasil, não existem informações oficiais sobre esse trajeto. Você encontrará informações sobre outras travessias como a Rota das Araucárias e os Caminhos da Mata Atlântica que podem coincidir com o trajeto dessa travessia. Portanto, ao usar esse material, saiba que você está assumindo todas as responsabilidades inerentes ao acessar terras privadas e parques nacionais.

Esta página é o canal oficial de divulgação desse percurso, aqui serão apresentadas atualizações de informações importantes e versões atualizadas do GPX/KML do percurso, o caminho atualizado também sempre será disponibilizado aqui neste site. Se você irá fazer o percurso ou já conhece a região, seja um colaborador para o banco de dados, mais informações serão apresentadas ao longo desse manual sobre como você pode ajudar nessa iniciativa.

Percurso da Transcânions (GPX e KML)

O trajeto da Transcânions não é um caminho novo, mas sim um compilado de trilhas menores já existentes e conhecidas na região dos cânions e visitadas por montanhistas locais e agências de ecoturismo. Na maior parte do percurso você não será presença estranha devido ao potencial turístico da região e a atividade de trekking com elevado crescimento.

Parte da trilha apresenta caminho marcado por passagem de pessoas, entretanto, algumas regiões do percurso não apresentam trilha visível, o uso do GPS é obrigatório neste trajeto. O uso do GPS garante que todos irão seguir o mesmo caminho (e não ficarão perdidos em uma viração), evitando assim a abertura de novos caminhos e maiores impactos ambientais.

O caminho cruza regiões pouco procuradas para atividade de trekking e com poucos registros na internet. Não existem mapas oficiais para o percurso, a melhor forma de navegar na região é usando um GPS, esse item é primordial para a sua segurança, pois na região é comum a ocorrência de fenômenos como a viração (densa neblina que pode durar dias), isso prejudicará a visibilidade da trilha e do relevo podendo comprometer sua segurança, pois a poucos metros pode existir uma parede vertical de até 1.000m. Pessoas não acostumadas a essa forma de navegação deverão se adaptar a esse formato, o uso de mapas e compasso apenas pode ser perigoso.

Em muito pontos a trilha passa muito perto dos cânions

O trajeto e pontos importantes (GPX) podem ser baixados a partir desse site: drive.google.com/open?id=1-_5QRSP5-2f9stCJ6Gf6OhIc2Fdo-x6Z, aqui sempre estará disponibilizado o trajeto com as modificações mais atualizadas. Não republique esse percurso, evite que versões desatualizadas se espalhem pela internet, sempre cite esses endereços para divulgar o material. O KML do mapa desta página é simplificado e grosseiro, para obter o GPX ou KMZ detalhado, peça pelo email. Ao final desde manual, estarão apresentados alguns termos e condições que você deverá estar ciente ao usar esse material (para a sua segurança), entenda que você é o responsável por acessar terras privadas e parques nacionais.

Parte do percurso no formato GPX (Garmin Basecamp)

Esse percurso foi marcado em campo com GPS Garmin ao longo dos anos de 2017, 2018, 2019 e 2020, para o apoio na criação do percurso foi usado o vasto banco de dados existente na internet, esse material foi primordial para apoio da elaboração do caminho final. A distância da Transcânions não pode ser comparada com distâncias em terrenos rígidos e trilhas já consolidadas, as dificuldades da trilha afetam fortemente o rendimento, esteja ciente disso ao estabelecer suas metas diárias. A distância total medida por GPS é de 310km.

Transcânions - Grupo do Whatsapp

O formato na qual a Transcânions é proposta difere das trilhas de longo curso oficiais do Brasil, o formato não oficial requer iteração entre os frequentadores para troca de informações e atualização das condições do caminho. Por esse motivo, um grupo do Whatsapp foi criado, trilheiros podem postar informações resumidas das suas experiências e deixar sugestões que podem beneficiar a iniciativa para outras pessoas.

O grupo pode servir também para juntar pessoas interessadas em fazer a trilha. Nesse grupo você pode postar seus planos antes e depois da trilha, não abuse das postagens, use somente para o essencial, evite conversas longas que fujam do tema. Informações importantes podem ser compartilhadas como: contato de transporte, pontos de abastecimento de comida, pontos de acampamento, pontos de fuga, entre outros. Essas informações serão consideradas para sempre manter a trilha com informações atualizadas no banco de dados oficial. Para que essas informações sejam incorporadas a base oficial, você deve seguir um protocolo que será apresentado ao longo desse manual.

O grupo tem intenção propositiva, ou seja, sempre melhorar o trajeto, se você tem a intenção de criticar a iniciativa, por favor escrever por e-mail, seja construtivo na crítica, ela poderá ser considerada para melhorar o trajeto. Nesse grupo também será o lugar onde ocorrerá a notificação de atualização da trilha, uma breve descrição sempre será disponibilizada, outros meios de comunicação também serão usados para avisar de atualizações na trilha.

Seja um Colaborador

Se você quer ser um colaborador desse projeto, você é muito bem-vindo. Evite apenas usufruir desse trajeto incrível, ajude da forma que puder. Se você percorre esse trajeto com frequência, registre com o seu GPS e envie para atualização/conferência do trajeto base. Salve pontos importantes como: locais com água, pontos protegidos para acampar, pontos de abastecimento, locais com impacto ambiental, contato para apoio logístico, e qualquer informação que venha a ser importante e que você não encontrou nesse manual. Descreva com detalhes e compartilhe. Isso é essencial para manter a trilha atualizada.

Sempre que você fizer alguma contribuição, faça anotações precisas da informação com as coordenadas exatas. Você deve enviar esse tipo de informação por e-mail: graxaimcongelado@gmail.com ou solicite a entrada no grupo de whatsapp da iniciativa. Isso facilitará na organização e conferência. Evite usar o grupo de Whatsapp para isso. Se você quer sugerir algum desvio ou modificação do trajeto, registre com o GPS e use argumentos consistentes para que a modificação ocorra. Essa trilha não tem dono, a comunidade é quem definirá as melhores escolhas, faça essa contribuição por e-mail também. A concepção inicial dessa trilha foi feita com base em informações de diferentes pessoas que disponibilizaram seus trajetos de trechos na internet, esse projeto é apenas uma compilação e consolidação/aprimoramento no campo do que já existia.

Muitas vezes você poderá ter mais conhecimento de uma determinada região do que pessoas que estão gerenciando o banco de dados, não apenas critique se você discordar de algo, faça críticas construtivas e sugira melhoras, você certamente será ouvido e convidado para ser um colaborador dessa incrível trilha de longo curso do sul do Brasil.

Descrição do Percurso

Aqui serão apresentadas informações diversas sobre o percurso para auxiliar no entendimento da região (importante para escolha dos equipamentos) e também para o planejamento da empreitada.

Localização

A trilha está localizada nos dois estados mais ao sul do Brasil (Rio Grande do Sul e Santa Catarina) em sua porção oeste. A imagem abaixo mostra a localização da travessia.

Localização da Transcânions

Clima

O clima da região é temperado com temperatura média anual de 16°C, sendo que o mês mais quente é janeiro (temperaturas acima de 30°C são normais) e os mais frios são junho e julho onde a temperatura pode chegar facilmente em -8°C. É comum a região registrar os maiores frio do Brasil e até mesmo nevar nesses meses. A imagem ao lado mostra a região do Cânion das Laranjeiras onde ocorreu neve em 2017.

Ocorrência de neve na porção norte da Transcânions
Neve nas proximidades de Urubici

A precipitação acumulada anual média varia entre 1500 e 2250mm e é bem distribuída ao longo dos meses do ano. A figura ao lado mostra a distribuição mensal das precipitações. Percebe-se que os meses mais frios apresentam volumes inferiores de chuvas. Entretanto, devido as baixas temperaturas e elevada umidade, isso não garante que a trilha será mais seca, muito pelo contrário. De acordo com o modelo hidrológico GLDAS/CLM para obtenção de dados de umidade do solo, os meses na qual o solo apresenta menor volume de água armazenada é entre dezembro e maio, o fator que define este comportamento é principalmente a evapotranspiração mais elevada destes meses. Dessa forma, um período interessante para evitar elevadas temperaturas e excesso de charcos (áreas de vegetação alagada) são os meses de abril e maio, estes meses também apresentam valores de chuva reduzidos.

(esquerda) Precipitações médias mensais (direita) e armazenamento de água no solo (mm) obtido pelo modelo hidrológico GLDAS/CLM

É comum a região apresentar o fenômeno chamado “viração”. Trata-se de uma densa neblina que cobre os cânions especialmente no verão (mas também ocorre no inverno). O fenômeno ocorre devido ao choque de correntes de ar frio e quente, a corrente de ar úmido vem do oceano em direção aos cânions (direção leste->oeste), ao chegar nos cânions essa úmidade encontra a barreira geográfica e sobe pra uma diferença de altitude de mais de 1.000 metros, existe uma diferença de temperatura de até 8 graus entre a parte baixa e a parte alta, essa diferença de temperatura acaba ocasionando na condensação da umidade que vem do oceano formando uma neblina conhecida como "viração". Essa neblina é muito importante na manutenção do ecossitema local chamado de "Mata Nebular" que será apresentado com maiores detalhes na descrição do Bioma da Transcânions. Diferentemente da chuva, não é possível saber com antecedência como estará a visibilidade no dia seguinte. A figura ao lado mostra o fenômeno da viração na Transcânions em 2019.

Fenômeno “viração” na Transcânions nas proximidades do cânion Fortaleza

A trilha é sempre bastante úmida e o solo encharcado em diversas áreas. É comum a ocorrência de charcos de charcos (área alagadas), nesses locais (que você precisará cruzar) será inevitável molhar os pés.

Atrativos

Em elaboração.

Diversidade

Em elaboração

Geologia

Em elaboração

Povo Local

O Brasil é um país de enorme diversidade de povos, essa região apresenta cidades próximas que foram colonizadas por diversos povos onde o idioma oficial falado é o Português. A região da trilha é uma parte do Brasil com bons índices de desenvolvimento, democracia estável, segura, e com boas instituições. Os turistas costumam ser bem recebidos, e os casos de xenofobia são bem reduzidos. Se você não é brasileiro, provavelmente será chamado de “gringo”, aceite isso, não é um apelido ofensivo. É comum o povo do sul chamar estrangeiros assim. A pessoa que usa esse termo simplesmente não é educada e precisa ser tratada com leniência. Tente surpreender os locais com algumas tentativas de falar a língua local, aprenda algumas frases.

Nessa região do Brasil você não verá extrema pobreza e a desigualdade costuma ser menor que a observada em outras partes do Brasil, em especial nas grandes metrópoles. Quando você encontrar pessoas na trilha, seja generoso, se você cruzar com alguém que cuida da terra, mesmo que ela não peça dinheiro para passar pela terra ou rejeite o que você oferecer, dê mesmo assim, e insista se for necessário. Considere que mais pessoas como você passarão pela trilha depois.

Praticantes de ecoturismo exploram essas regiões em finais de semanas e férias na temporada (inverno), o número tem aumentado a cada ano. O número é mais elevado em regiões que não são parques nacionais, pois os parques da região são altamente restritivos para permitir a entrada de pessoas, a maioria desses frequentadores ainda carece de informações sobre equipamento adequados e filosofia “leave no trace”. Nunca diga que eles estão errados, apenas tente compartilhar informações de maneira educada e forma positiva. Se você encontrar algum guarda-parque (não costuma ter) em regiões de parques, explique que você sabe o que está fazendo, mostre o GPS, e explique seu plano, mostre que você tem experiência.

Os donos das terras que você passará são conhecidos como “patrões” pelos trabalhadores, normalmente cuidadores de gado, e nunca estão no local. Algumas vezes os patrões instruem seus funcionários a não deixar ninguém passar, para lidar com uma situação como essa, leia o item "Princípios, atitudes apropriadas e habilidades necessárias”.

Condição da Trilha

Na maior parte do trajeto é comum a criação de gado, e muitos dos caminhos que cruzam os resquícios florestais foram feitos pelas vacas, elas que manejam a trilha nesses locais. Ao cruzar essas áreas de mato fechado, você encontrará diversas alternativas de caminhos feitos por elas.

Esse não é um caminho que você poderá andar de maneira eficiente, os obstáculos são muitos, como: vegetação alta, cruzamento de focos florestais e charcos. Não faça seu planejamento com base em distâncias que você costuma percorrer em trilhas bem consolidadas. Na Transcânions, um dia de 30km pode ser altamente exigente o tomar todas as horas do seu dia. Se você anda mais devagar e costuma parar para fazer longas refeições e descansos, considere uma quilometragem diárias de 18km. Se você anda sem parar durante todo o dia e faz paradas curtas para alimentação e descanso é possível manter uma média de 30km em toda a travessia, na regiões com maior quantidade de estradas de terra será possível atingir os 40km diários.

Devido ao terreno acidentado e a baixa visibilidade devido a vegetação, bastões de caminhada são um item de elevada importância para evitar quedas e desequilíbrios mais severos (que podem acarretar em lesões). Esse item também ajudam no equilíbrio para cruzar os charcos.

Autorizações

Ao entrar em parques nacionais e áreas privadas, é importante você estar ciente dos riscos e responsabilidades inerentes. Então, esse manual buscará agrupar o maior número de informações sobre contatos de parques nacionais e áreas privadas para obtenção de permissão de acesso prévia. Não projete a viabilização da sua jornada com base na obtenção completa das autorizações, leia o item de Código de Conduta. O ideal é que em um futuro próximo as áreas privadas possam ser indicadas por polígonos para facilitar a logística das autorizações.

Polígonos dos Parques Nacionais São Joaquim e Serra Geral

Parques Nacionais:

PARNA São Joaquim: parna.saojoaquim@icmbio.gov.br

Última resposta oficial (30/07/2019): Prezado. Informamos que, embora inseridas no perímetro definido para o Parque Nacional de São Joaquim, muitas áreas, notadamente grande parte das bordas do planalto, onde se localizam os cânions, ainda não foram indenizadas, o que faz com que seus atuais proprietários continuem detendo os direitos sobre estas áreas, inclusive podendo restringir ou eventualmente cobrar pelo acesso ou a permanência de terceiros em suas propriedades. Assim, não temos como emitir uma autorização referente a essas áreas especificamente, cabendo ao interessado assumir a responsabilidade por conseguir a autorização de cada proprietário individualmente. Para as áreas efetivamente indenizadas, ainda não abertas oficialmente à visitação, solicitamos que o interessado compareça à sede administrativa do Parque, para assinatura de um termo de responsabilidade. Atenciosamente.

PN da Serra Geral: aparadosdaserrageral@icmbio.gov.br

Última resposta oficial (07/08/2019): "Bom dia. A travessia que você pretende fazer passa por áreas ainda não regularizadas fundiariamente, ou seja, são propriedades particulares, muito embora façam parte dos Parques (Serra Geral). Nosso Plano de Manejo é muito categórico quanto à impossibilidade de se permitir atividades de uso público em áreas não regularizadas, motivo pelo qual, infelizmente não podemos autorizar a sua atividade no momento. A estimativa é de que muito em breve estas áreas estarão em posse da União, de forma que teremos o maior prazer em incentivar travessias nos Parques Nacionais. Atenciosamente."

Obs: não espere respostas rápidas desses email dos parques, existem grandes chances de sequer serem respondidos.


Áreas Privadas:

Campos dos Padres: Dário Lins: dario_lins@hotmail.com
Cânion Espraiado: Sra. Terezinha: (49) 984178770
Cânion do Funil: Sr. Miguel: (49) 91271014
Cânion Laranjeiras: Fazenda Santa Cândida: ?
Pedra Branca: Sr. Francisco: (48) 984385674

Pontos de Abastecimento

Os pontos de abastecimento da Transcânions são bastante limitados. Mas o suficiente para viabilizar a travessia. A seguir estão indicadas as distâncias até cada um dos três pontos de abastecimento mais importantes desde os Índios Coroados (início da trilha no sentido sul->norte).

Quilômetro Local Descrição Estabelecimentos
km 0 Cambará O início da trilha ocorre na rodovia RS-427, onde atualmente existe uma sede abandonada do ICMBio, esse local fica a 22km da cidade de Cambará do Sul, onde você encontrará comida para iniciar a Transcânions Descrever...
km 66 São José dos Ausentes Após 66km de trilha você irá cruzar a BR-285, a cidade de São José dos Ausentes fica a 11km desde ponto e permite comprar mantimentos para a travessia. Esse ponto de abastecimento é pouco usual, pois é provável que em menos de três dias de trilha você chegue neste ponto. Aqui também você irá depender de alguma carona, o fluxo de veículos é bastante reduzido neste pontos devido as obras que estão ocorrendo nessa estrada (interrompida) Descrever...
km 149 Mirador da Serra do Rio do Rastro Esse mirador fica localizado na SC-390 e é o ponto de abastecimento mais conveniente, pois cruza o km 149 do trajeto e normalmente coincide com o 6° dia de travessia (se você andar rápido e leve). Aqui você encontrará algumas poucas opções (mas suficientes) nos estabelecimentos turísticos existentes. Ainda existe a opção de ir até o muncípio de Bom jardim da Serra que fica a 12km da trilha, esse local apresenta maiores probabilidade de obtenção de carona devido ao elevado fluxo de veículos turísticos Mensageiro da Montanha Café (Todos os dias 9:30-18:30)
km 217 Urubici No km 217 da travessia está localizado o último ponto de abastecimento, a trilha cruza a SC-370 em um ponto localizado a 12km da cidade de Urubici, esse local apresenta maiores probabilidade de obtenção de carona devido ao elevado fluxo de veículos turísticos Descrever...

Pontos de Acampamento

Os locais para acampar são desprovidos de qualquer estrutura e são basicamente locais planos ou com alguma proteção contra tempo ruim. Exitem pontos mapeados devido a beleza paisagística, entretanto, evite acampar nessas áreas expostas em tempo ruim. Os pontos mais comuns para acampamento são as gramas que ficam junto aos focos florestais, essas gramas são os locais onde o gado busca abrigo (principais atores no manejo da trilha), por isso sempre estão com a grama curta, a imagem ao lado mostra um exemplo dessas áreas.

Pontos de acampamento mais comuns

A base de dados completa (GPX) apresenta diversos pontos de acampamento mapeados, lá os nomes dos acampamentos iniciam com a letra "A" (Aberto, ou seja, exposto à condições adversas) e com a letra "F" (que significa fechado, com proteção contra ventos em algum dos lados ou localizado em partes baixas do terreno).

Nomenclatura "A" para acampamento aberto e "F" para fechado

Pontos de Água

A Transcânions possui abundância de água e você não precisará carregar grandes volumes. Se você se hidratar bem em pontos de água, provavelmente não precisará carregar mais do que 1,5L. O mapeamento completo dos pontos ainda não está disponível na base oficial, mas estará em breve.
A qualidade da água na travessia no geral é boa, mas ainda assim é recomendado tratar ou filtrar. A presença de gado na região é abundante e é comum encontrar pequenos arroios com qualidade de água bastante duvidosa.


Princípios, atitudes apropriadas e habilidades necessárias

Antes de iniciar qualquer movimentação para iniciar esta travessia, compreenda a região e o caminho que você irá percorrer, faça as escolhas apropriadas e prepare-se adequadamente.

Leia este artigo completo e acesse os links de informações apresentados ao longo do texto para informações adicionais. Leia relatos de pessoas que já fizeram essa trilha. É importante obter outras perspectivas sobre a trilha, provavelmente o conteúdo será bem escasso. Esse artigo é uma fonte básica de informação. A preparação para realizar uma trilha de 310km requer habilidades e informação. Faça o download mais atualizado da trilha e analise dentro do Google Earth. Isso é essencial para entender a paisagem e a natureza do local. Usa os mapas OSM em seu GPS, lá terá informações de estradas vicinais e povoados caso seja necessário. Sempre ocorrem surpresas em trilhas mais longas, então evite ser surpreendido.

Se você não fala a língua local, apreenda algumas frases e palavras educadas. Isso ajudará na conversação com os locais, e poderá te ajudar a explicar a sua passagem pela terra, eventualmente.

Devido as dificuldades inerentes de trilhas de longo curso e locais pouco acessados e de terreno difícil. Você deverá fazer algumas perguntas para vocês mesmo, como as seguintes:

1) Você tem experiência em trilhas longas?

2) Você é capaz de lidar com terrenos difíceis e áreas pouco exploradas?

3) Você tem tempo necessário?

4) Você tem recursos suficientes?

Seja honesto com você mesmo, se alguma dessas respostas for não, essa trilha pode te desapontar e te levar a frustação e perigo. Nesse caso escolha opções mais fáceis, ou percorra somente um trecho da Transcânions. Nesse caso, travessias mais curtas podem te iniciar, como a Travessia Laranjeiras-Rio do Rastro, ou a Travessia índios Coroados-Fortaleza.

Deve ser óbvio para todos os leitores dessa trilha que é necessário experiência para percorrer esse caminho. Não é para novatos. Revise se você tem as habilidades necessárias e o preparo físico adequado para fazer uma trilha de 310km com as dificuldades já abordadas anteriormente.

Domine bem seu aparelho de GPS e tenha backup da trilha em seu celular (ter uma terceira opção reserva pode não ser uma má ideia). Um comunicador de satélite pode ser uma boa opção, essas regiões apresentam pouco sinal telefônico, e estão distantes de grandes centros urbanos. Cuide bem da logística de bateria do seu GPS, em caso de emergência, siga as bordas dos cânions (é fácil localizar), mas fique atendo que em muitos locais não existe passagem junto a borda devido a manchas florestais. Em caso de nevoeiro e sem navegação por GPS, PARE!, é perigoso demais andar nesse local sem visibilidade, existem casos de pessoas que foram pegas de surpresa em tempo ruim e caíram. Também aprenda a usar a marcação de pontos do seu GPS para ser um colaborador desse projeto. Não tente fazer esse percurso sem GPS, siga a trilha e evite impactos ambientais, além disso, reduza as chances de você precisar de socorro.

É proibido fazer fogo em áreas de parques nacionais. Em área que não são parques, evite, se for fazer, seja discreto. Tenha noção do local que você está e não cause maiores impactos, use um local já usado para fogueira antes e jamais vá dormir sem ter apagado completamente a fogueira, faça dupla checagem. Incêndios florestais são um grave perigo e ocorrem com frequência nesses campos. Nessas regiões é comum os proprietários das terrar induzirem fogo em algumas áreas pra melhorar o campo para alimentar o gado, isso ocorre com frequência, fique atendo.

Equipamentos Recomendados

Os equipamentos necessários para essa travessia são escolha pessoal. Devido a longa distância, essa trilha requer que você vá leve, evite equipamentos desnecessários. A seguir serão apresentadas algumas informações sobre equipamentos que são relevantes para as condições da Transcânions.

Calçado

A trilha é bastante úmida e alagada, manter o pé seco neste terreno será um enorme desafio em determinados trechos. Caminhar em um bom ritmo e tentar evitar charcos será quase inviável. Então, a opção recomendada é evitar calçados impermeáveis (principalmente as botas), pois estes calçados não conseguirão drenar a água para fora do calçado quando este afundar no charco, deixando o calçado "alagado". O ideal é que você use bota ou tênis de trail running que sejam bem respiráveis. Fique atento, pois nem todos os calçados drenam a água para fora do calçado de maneira adequada, considere isso na escolha.
No inverno você poderá encontrar temperaturas negativas, andar com o pé molhado nessas condições pode não ser a melhor das experiências, nessa situações as meias de lã merino são excelentes para ajudar a manter a temperatura do seu pé (mesmo molhadas). Considere levar mais de um par de meia, e sempre que andar em um terreno não alagado coloque um par seco.

Navegação

Em elaboração.

Código de Conduta

A trilha passa por locais de pouca presença humana, onde você encontrar pessoas, normalmente será bem-vindo e tratado com respeito. Por isso, algumas condutas são importantes:

- Não deixe vestígios: não deixe lixo, todas as embalagens devem ser transportadas.

- Só faça fogueira onde for permitido, se possível, evite. Não acenda fogueira em dias de vento e clima seco. Use somente madeira morta. NUNCA deixe uma fogueira acesa quando for dormir, certifique-se que o fogo está TOTALMENTE apagado (faça dupla checagem).

- Não abuse da hospitalidade: Pague de forma justa o que for compartilhado com você. Quando não aceitarem seu dinheiro, insista, pois eles precisam mesmo assim. Faz parte da hospitalidade. Normalmente as terras são cuidadas por pessoas de origem bastante humilde.

- Se você for pego por mau tempo, não hesite em parar em local abrigado, como nas manchas florestais. A base de dados em GPX apresenta quais são os acampamentos que apresentam proteção parcial ou total (estão representados pela letra “F”).

- Sempre que você passar por algum portão fechado, abra e feche-o. Se estiver aberto, mantenha aberto.

- Respeite os direitos dos proprietários da terra, não discuta sobre direitos de passagem. Peça gentilmente e explique a necessidade.

Perigos e Aborrecimentos

Condições da Trilha: Essa trilha não é oficial e também não recebe manutenção, é simplesmente uma compilação de diversos percursos. Não existe controle algum sobre a travessia e você é totalmente responsável por cruzar essas áreas. Em boa parte da trilha será possível ver caminhos preferenciais marcados, mas muitos outros você deverá seguir o GPS, pois a passagem de pessoas é tão reduzida que não é suficiente para consolidar a trilha, o clima dessa região é bastante generoso e a vegetação tem tudo que precisa para se recuperar rapidamente, fazendo os rastros desaparecer com certa facilidade. Períodos de chuva muito intensa podem fazer surgir charcos temporários de maiores dimensões, isso pode impossibilitar a passagem pela trilha marcada no GPS, nesse caso, contorne o charco e volta para o percurso. Sempre use a versão mais atualizada.

Travessia de Rios: A travessia de rios não apresenta grandes desafios, pois a região está localizada em uma região de nascentes e divisor de águas. Somente ocorrerão maiores volumes em períodos de chuva, e serão temporários devido ao baixo tempo de concentração desses rios. O percurso do GPS passa pelos locais mais propícios para o cruzamento, se você encontrou um lugar mais adequado, registre com fotos e envie com uma breve descrição para atualizarmos o percurso oficial. Sempre cruze os rios com sapatos e usando bastões de caminhada para manter a estabilidade. Não se arrisque. Um escorregão pode ser traiçoeiros e acabar com a sua jornada.

Isolamento: A trilha cruza trechos bastante isolados, é possível que você ande dias sem ver humanos. Portanto, esteja preparado para eventuais acidentes, sempre carregue juntos itens de primeiros socorros. A cobertura de sinal de celular é bastante limitada ao longo da trilha, portanto, um dispositivo de emergência de satélite pode contribuir para sua sobrevivência em alguma emergência. Dois dispositivos que possuem cobertura na região são o Garmin InReach e o Spot.
As cidades próximas a Transcânions são Cambará do Sul, São José dos Ausentes, Bom Jardim da Serra e Urubici, todas na porção oeste da travessia. Alguns pontos foram mapeados e apresentados juntos ao GPX oficial como alternativas em emergências, e são em sua maioria fazendas e pousadas.

As cidades da porção leste da Transcânions possuem difícil acesso.

Clima: Fazer essas trilhas no verão pode ser bem desgastante devido as temperaturas acima de 30°C, à instabilidade do clima e condições pouco confortáveis (mutucas). Podem ocorrer fortes chuvas e contínuas no inverno em algum encontro de frentes, portanto, esteja preparado para andar dias dentro de tempo ruim. Leve roupa adequada para se proteger da chuva, você dificilmente conseguirá se manter seco, então, garanta que estará quente. Em clima instável com pouca visibilidade, fique atento, você está andando nas proximidades de paredes verticais de 1000m, em caso de viração, pare e acampe, se for seguir, vá com atenção e triplique a atenção no GPS. Os locais adequados para acampar estão apresentados na base de dados, os acampamentos que iniciam pela letra “A” significam pouca proteção contra o clima, e os que iniciam com a letra “F” indicam maior proteção. Existem alguns relatos documentados de pessoas que caíram nos precipícios em condições adversas.

Raios: De acordo com o sensor de detecção de raios da NASA, a região apresenta densidade relativamente alta de raios (maior no verão), a imagens mostra o mapa global de frequência de raios (raio/km²/ano). Em tempestades elétricas, busque abrigo dentro das matas existentes na redondeza, evite ficar embaixo de árvores isoladas e campos abertos.

Frequência de raios no Brasil (raio/km²/ano)

Desastres Naturais: Não existem registros de desastres naturais na região, como terremotos, também não é comum a ocorrência de deslizamentos de terra, devido à baixa declividade da área.

Animais Selvagens: Em elaboração

Animais Domesticados: Em elaboração

Termos e condições para usar o manual e os arquivos de trilha

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Depoimentos sobre a travessia

Rafael L.: (Trecho Índios Coroados - Rio do Rastro - 175km)“Foram os 175km mais sofridos que já encarei no trekking. Ausência de trilhas, terrenos irregulares, muito charco, viração, chuva, raio em local exposto, frio, vento, longas distâncias por dia, 5 noites de acampamento selvagem. Tudo isso imerso em locais pouquíssimo habitados e com uma das paisagens mais bonitas do Brasil.”

Ka_Angel: (Trecho Índios Coroados - Rio do Rastro - 175km)“A ideia era andar diariamente mais de 30km, do nascer ao por do sol, fazendo poucas paradas. Era para ser mesmo um desafio físico, mais do que um passeio. Mas que ingenuidade a minha achar que só estar bem preparada fisicamente resolveria isso. Do começo ao fim, essa travessia foi uma surra! O que parecia um capim baixo e fácil de andar era, na verdade, um chão mole e esburacado, com uma vegetação emaranhada e na altura da coxa. A caminhada não rendia. Os tornozelos passavam o dia sendo torcidos de todos os lados. E os bastões, que ajudavam muito no equilíbrio, com frequência ficavam tão enfiados no chão, que dava trabalho para soltá-los. E pra quem esperava o friozinho do Sul, o calor infernal dos primeiros 5 dias foi o fator surpresa (mês de janeiro). Zero nuvens no céu. Um sol que as 6h da manhã já estava fritando a pele. Às 13h, era impossível andar. O jeito era se abrigar em alguma das raras sombras da trilha até o corpo esfriar um pouco. Ou seja, a meta de andar 30km por dia se mostrou, de cara, algo muito difícil. E, efetivamente, só conseguimos batê-la no último dia, quando entramos num trecho com mais estradas e um calor mais ameno. Eu, que geralmente engordo em travessias (porque passo a comer coisas mais calóricas), nessa, emagreci 3kg. No final, a barrigueira da mochila quase não dava mais ajuste. Foi uma travessia com pouco banho, muitas picadas e pouco contato com outros humanos. Considero a mais difícil que eu já fiz. Mas também a mais incrível! O Brasil é lindo e essa travessia só reforçou isso. Valeu cada minuto!”